Várias pessoas fizeram plantão no apartamento do 6º andar do edifício Village Maximum, do final da manhã até as 17h de ontem. O motivo foi uma ordem de reintegração de posse do imóvel - avaliado em R$ 1 milhão e 200 mil - expedida pela juíza Marielma Ferreira Bonfim, da 10ª Vara Cível, e contestada pelos donos da construtora Village.
Os oficiais de Justiça chegaram ao imóvel, localizado na travessa Dom Romualdo Coelho, às 11h40, e apresentaram a ordem judicial ao vigilante. “Ele não sinalizou resistência e quando estávamos aguardando a chegada do chaveiro que iria trocar o segredo da chave fomos surpreendidos por um segurança que acompanhava os proprietários da construtora, arrombou a porta e me ameaçou. Por isso chamamos a força policial para resguardar nossa integridade”, esclareceu a oficial Etiene Magalhães.
Os advogados do empresário Paulo Leite, dono do imóvel, registraram na Seccional do Comércio Boletim de Ocorrência por “crimes contra o patrimônio”, argumentando que os proprietários da construtora tentaram retomar o imóvel na base da intimidação.
“Entramos com uma ação judicial em razão da inadimplência dele, que ganhou a confiança do nosso funcionário, recebeu as chaves do imóvel e nos forneceu dois cheques sem fundo para quitação. Devolvemos o que ele pagou - R$ 470 mil - pois o débito está hoje em mais de R$ 500 mil e ele disse na audiência que não tinha como pagar, por isso a sentença nos foi favorável”, informou Sulamita Dias, advogada da Village.
“Isso é desvio de função, esses funcionários estavam trabalhando na obra ao lado e foram convocados para o apartamento para intimidar”, explicou Junior Pantoja, advogado de Paulo Leite. Paulo informou que morava no apartamento com os dois filhos e a esposa antes de ser despejado no dia 1º de abril. O advogado frisou que já foi quitado 84% do valor do imóvel. (Diário do Pará)
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