Faltando pouco menos de um mês para o Dia das Mães, que será comemorado no dia 8 de maio, lojistas começam a planejar o aumento das vendas. E os consumidores se preparam para ir às compras mesmo com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), impulsionado pela baixa do dólar.
Entre os comerciantes, a expectativa é a melhor possível. Segundo Carlos Hamilton, gerente de uma loja no centro comercial, a previsão é de um aumento de 10% nas vendas em relação a 2010. “A população vive um bom momento financeiro e está consumindo bastante. As facilidades de crédito também ajudam”, afirma.
O motivo pode estar nos preços dos produtos eletroeletrônicos. Aparelhos de TV LCD, por exemplo, são encontrados com preços entre R$ 900 e R$ 3 mil, enquanto celulares podem ser encontrados entre R$ 100 e R$ 2 mil, dependendo o bolso e do gosto do consumidor.
Já os notebooks podem ser encontrados a partir de R$ 700. Espera-se ainda que a baixa da moeda americana barateie o valor dos eletrônicos. O dólar atualmente custa R$ 1,57.
Mas para o economista José Otávio Pires, não existe ainda nenhum efeito prático da desvalorização do dólar em relação à baixa de preços. “Depende muito de onde vêm os eletrônicos importados. Se o yuan, moeda chinesa, não desvalorizou, não tem impacto no preço dos produtos importados chineses”, afirma. Essa queda só seria importante se os componentes de produtos montados no Brasil, por exemplo, caíssem de preço.
Sobre o reajuste do IOF, que subiu de 1,5% para 3% ao ano, o economista diz que o aumento tem um valor simbólico e não deve afastar os consumidores das prateleiras.
“O aumento não foi substancial. Uma prestação de carro de R$ 720 vai para R$ 738”, calcula. “Não creio que isso tenha impacto prático, mas sim um impacto psicológico. É mais educativo, para pessoas pensarem que é importante não se endividar”. (Diário do Pará)
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