Depois de cerca de um mês de apuração, a sindicância instalada na Assembleia Legislativa, para apurar empréstimos ilegais de servidores da Casa, chegou à conclusão que uma única servidora, Mônica Alexandra Pinto, está envolvida no esquema e que o banco Santander, que concedeu os empréstimos, que chegaram a mais de R$ 400 mil, agiu de forma unilateral. A própria Mônica, segundo o relatório, teria feito tudo sozinha, sem envolvimento de nenhum outro funcionário do parlamento, portanto, também teria se beneficiado sozinha do esquema.
O relatório da sindicância foi lido ontem, após sessão ordinária, e, em seguida, o presidente da AL, Manoel Pioneiro, concedeu entrevista coletiva, onde reiterou que a AL não tem nada a ver com o empréstimo concedido pelo Banco Santander a Mônica Pinto, que por 16 anos trabalhou como servidora contratada e chegou a exercer cargo de chefe do Departamento de Pessoal da Casa, mas como não é efetiva, após as denúncias foi exonerada do cargo por Pioneiro. “Todas as responsabilidades financeiras pelos empréstimos contraídos junto ao Santander são de inteira e total responsabilidade da senhora Mônica Alexandra da Costa Pinto, sem nenhuma chancela da AL”, afirma o relatório.
A sindicância foi realizada pelos servidores Geraldo Rocha Cavaleiro de Macedo, Vera Lúcia Maciel e Cláudio Carvalho da Silva. A comissão foi instalada em março, após denúncias veiculadas na mídia. O relatório e os documentos analisados pela sindicância serão encaminhados para o Ministério Público e Polícia Civil, que investigam o caso. Apesar de várias outras denúncias de fraudes na AL, como contratação ilegal de estagiários, servidores com supersalários, falsificação de contracheques, entre outras, alvos da investigação do MP, a sindicância se limitou apenas ao caso Mônica.
Pioneiro alega que determinou a apuração específica porque não havia outra no mesmo molde. (Diário do Pará)
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