Os debates sobre os primeiros cem dias do governo Simão Jatene se transformaram em troca de acusações entre partidários do atual governo e da gestão Ana Júlia Carepa. O líder do PSDB, José Megale, chamou o governo anterior de “mentiroso, irresponsável e enganador”. O líder do PT, Carlos Bordalo, criticou a agenda mínima de Jatene, anunciada ontem à tarde. “Como um governo pode anunciar a construção de dois hospitais e fechar um outro já existente?”, cobrou Bordalo, se referindo ao hospital de Tailândia.
O líder tucano garante que em cem dias de governo há muita coisa a festejar, uma delas a postura democrática do governo com o Parlamento. Ele garantiu que em maio o hospital de Tailândia funcionará plenamente.
Também disse que o fechamento provisório do hospital foi acertado com a administração municipal local. Neste período, disse, o Estado está organizando e equipando a unidade de saúde.
O líder do PSDB ressaltou que a postura do governador Jatene em relação à saúde públicas tem sido de visitar os hospitais, unidades de saúde, autorizando a Secretaria Estadual de Saúde a adquirir equipamentos, como máquinas de hemodiálise, de oncologia, entre outros necessários.
BNDES
Outro debate acirrado na AL ontem foi em relação ao anúncio do secretário de Planejamento e Orçamento, Sérgio Bacury, de que o governo atual entrará na Justiça contra a administração Ana Júlia para responsabilizá-la sobre a aplicação inadequada do financiamento de R$ 366 milhões que o BNDES concedeu ao Estado. Bacury disse que o governo Jatene vai denunciar o contrato e não receber os R$ 90 milhões que ainda faltam ser repassados pelo banco.
Os deputados petistas garantem que a verba foi aplicada conforme as regras do BNDES e do Conselho Monetário Nacional e que várias obras que já foram iniciadas correm risco de ficar paradas se o governo recusar os R$ 90 milhões restantes.
O líder do PSDB assegurou que o governo Jatene só poderá receber os R$ 90 milhões do BNDES se equacionar os problemas criados pelo governo Ana Júlia com os R$ 270 milhões anteriores. “O dinheiro foi aplicado indevidamente. Estes R$ 90 milhões seriam a contrapartida de obras ainda não contratadas. Não é que o Estado não quer o dinheiro. O problema é como fazer para aplicá-lo”, justificou Megale. (Agência Brasil)
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