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Motociclistas estão cada vez mais vulneráveis

“Moto é uma paixão. Mesmo tendo escapado de morrer no dia em que minha filha nasceu, eu ainda penso em voltar a ter uma moto”, falou o fotógrafo e jornalista Roberto Du Valle. Em novembro, ele quase foi parar em baixo da roda de um ônibus na BR-316. Era u

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“Moto é uma paixão. Mesmo tendo escapado de morrer no dia em que minha filha nasceu, eu ainda penso em voltar a ter uma moto”, falou o fotógrafo e jornalista Roberto Du Valle. Em novembro, ele quase foi parar em baixo da roda de um ônibus na BR-316. Era um domingo e a rodovia não estava movimentada, mas o ônibus tentou cortar um outro veículo e o jogou para fora da pista. “Eu vinha na pista central e o ônibus fez uma ultrapassagem. Nessa hora ele encostou no meu volante e eu encostei num carro e depois novamente no ônibus. Meu braço ainda encostou em uma das rodas do ônibus e depois consegui parar no canteiro”.

O também fotógrafo Alex Ribeiro está há quase um ano impossibilitado de trabalhar e andar direito. Ele sofreu um grave acidente de moto em setembro do ano passado na avenida Magalhães Barata. Alex teve a perna quebrada em quatro partes e passou por três cirurgias. “O caminhão de lixo me fechou e eu bati na lateral dele. Quase fui parar em baixo de uma das rodas”.

Roberto e Alex quase entraram para a estatística do Departamento de Trânsito do Pará (Detran). Segundo o órgão, das 960 mortes ocorridas no ano passado por acidentes de trânsito, 416 foram de motociclistas ou passageiros. Em Belém, o índice é de 40,9%. “Isso se deve ao crescimento das vendas de motocicletas aliada com a imprudência dos motoristas”, disse o coordenador de planejamento do Detran, Carlos Valente.

Segundo o órgão, 80% da frota esta concentrada no interior do estado, principalmente nas cidades do nordeste, sudeste e sul do Pará. “Para se ter uma ideia, no ano passado dez mil carros e oito mil motos foram licenciados”, contou.

Geralmente, os motociclistas envolvidos nos acidentes de trânsito estão entre 25 e 31 anos. Em Belém, a via onde mais acontece acidentes é a avenida Augusto Montenegro, seguida da Almirante Barroso, Pedro Álvares Cabral e João Paulo II. “A Augusto Montenegro tem características que propiciam isso, como a falta de sinalização, pista irregular e com muito buraco”.

MAPA

Em dez anos, o número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito aumentou 754%. Segundo um complemento do estudo Mapa da Violência 2011, divulgado ontem pelo Instituto Sangari, em 1998 foram 1.047 mortes de motociclistas no país. Em 2008, esse número subiu para 8.939 mortes. (Diário do Pará)

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