O dia de ontem (14) foi de transtornos para os estudantes da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia, em meio a mais uma paralisação dos servidores federais que atuam em ambas.
“O bagé (ônibus) só circulou uma vez, de manhã, bem cedo, e eu tive que ir andando até o prédio do meu curso, o restaurante universitário não abriu e eu preciso almoçar aqui porque o meu curso é integral. Toda quinta-feira acontece isso, essa paralisação”, reclama Caio Mendes, estudante de medicina veterinária da Ufra. Colega de curso dele, Raylene Uchoa concorda que a paralisação, apesar de justa, complica a vida dos estudantes: “Inclusive ficamos sem um servidor para ajudar nas aulas práticas com os animais”.
Segundo Manoel Santiago, servidor da universidade, apenas os trabalhos essenciais, como a alimentação dos animais e cuidado com plantas, não foram interrompidos. “Nós mantemos um diálogo com os estudantes e professores e eles precisam entender porque lutamos contra o desmonte do serviço público e medidas que afetam a educação”, pontuou.
Moacir Miranda, servidor da Ufra e diretor do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes), que organizou a paralisação, explicou que mais de 80% dos tecnicos administrativos da instituição aderiram.
Na UFPA, a adesão não foi tão grande, mas mesmo assim muitos estudantes demonstraram surpresa e insatisfação ao encontrar as portas da biblioteca central fechadas. “Eu ia estudar lá dentro e agora só vou poder fazer isso amanhã [hoje]”, disse a graduanda em história Roberta Tavares, que resolveu estudar sentada na escada da biblioteca. Marinara Dias, que cursa Serviço Social, estava preocupada porque tem prova na segunda-feira. “Tenho que pegar livros, o jeito é voltar depois”.
NACIONAL
A paralisação seguiu o calendário nacional de mobilização da campanha salarial promovida pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra). (Diário do Pará)
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