O Diário Online (DOL) recebeu, nesta segunda-feira (18), uma denúncia anônima relatando casos de aliciamento de menores ocorridos no Quartel do 12º GBM do Corpo de Bombeiros, localizado em Santa Izabel. O suspeito do crime é instrutor no projeto Escola da Vida, o cabo Pedro de Oliveira Bordalo Junior, que estaria aliciando meninas entre 7 a 14 anos que participam da iniciativa.
O caso estaria acontecendo desde 2008 quando o quartel foi inaugurado. Em 2009, um grupo de três mães teria realizado um abaixo assinado pedindo a exoneração do cabo da função. Mas, segundo a denúncia, nenhuma providência foi tomada.
Algumas integrantes do projeto chegaram a relatar que o cabo foi visto "se abraçando com as alunas, chegaram a ver ele beijando, mas o pior era ele se trancava em uma sala da banda com essas meninas, onde não havia janelas, e faziam sabia o quê" (sic).
APURAÇÃO DO CASO
A assessoria do Corpo de Bombeiros, em Belém, informou que a corporação recebeu uma denúncia anônima sobre o caso. "O termo diz que o cabo estaria tendo um envolvimento amoroso com somente uma menina do projeto. Mas não diz se é criança ou adolescente e nem acusa o cabo de algum crime como pedofilia, aliciamento ou assédio", disse o major Roger Teixeira, chefe da assessoria dos Bombeiros.
Para apurar a situação, o subcomandante da corporação, Mário Wanzeller instaurou na semana passada uma sindicância, que deve ser concluida em até 30 dias e afastou o cabo das atividades do projeto até o resultado da apuração. "A sindicância foi instaurada para que o projeto não caia no descrédito e nem os pais dos jovens atendidos percam a confiança no Escola da Vida. Se for comprovada a veracidade, serão tomadas as medidas necessárias. O cabo pode ser transferido, sofrer sanções disciplinares, responder administrativamente e penalmente", afirma Roger.
O projeto Escola da Vida foi criado em 1998 para viabilizar atividades voltadas para a cidadania, treinamento cívico e militar, além de práticas de esportes. Atualmente atende cerca de mil crianças entre 7 a 14 de escolas públicas. O projeto funciona em sete quarteis nas cidades de Belém, Marituba, Ananindeua, Santa Isabel e Cametá. (Sâmia Maffra, DOL)
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