O Ibama suspendeu nesta terça-feira (19) as atividades de seis madeireiras no município de Castelo dos Sonhos, no sudoeste do Pará, por fraudes na comercialização de produtos florestais no estado. Com a ação, foram retirados mais de 2,9 mil m3 de créditos de madeira em nome dessas empresas do Sisflora, o sistema estadual que controla o setor, impedindo, assim, que fossem utilizados para acobertar madeira extraída ilegalmente da floresta amazônica. Além de ter seus acessos ao sistema bloqueados, os responsáveis pelas empresas foram multados em cerca de R$ 3,4 milhões.
O levantamento da movimentação das madeireiras foi feito durante a operação Disparada, que realiza apreensão de gado criado em áreas embargadas na região de Altamira. Na quarta-feira (13/04), simultaneamente, os agentes vistoriaram as sedes das empresas suspeitas de irregularidades e encontraram seus estoques vazios, apesar de todas possuírem saldos de créditos para a venda de madeira no Sisflora.
Uma das empresas, a Comércio de Madeiras Castelão Ltda, chamou a atenção da fiscalização. A madeireira tinha o pátio vazio, sem indícios de movimentação de produto florestal, mas possuía mais de 1,8 mil m3 de madeira em créditos disponíveis para venda no sistema estadual. Esse volume de madeira equivale a mais de 60 caminhões cheios.
Após ter a empresa bloqueada, o responsável pela Sul Pará Madeiras desacatou e ameaçou um agente do Ibama no Escritório Regional do órgão em Novo Progresso, o mais próximo de Castelo dos Sonhos. O madeireiro, que possuía 555m³ de créditos de tora no Sisflora, mas não tinha nada no pátio da empresa, acabou levado à delegacia, onde foi lavrado o Termo Circunstanciado. Ele vai responder o processo criminal em liberdade.
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