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São Jorge é homenageado nas ruas da Marambaia

Centenas de fiéis do bairro da Marambaia participaram da procissão de São Jorge, ontem à noite. A homenagem ao santo guerreiro, padroeiro do bairro, foi adiada do sábado (23), dia da morte dele, para ontem, por causa de uma rara coincidência com a Semana

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Centenas de fiéis do bairro da Marambaia participaram da procissão de São Jorge, ontem à noite. A homenagem ao santo guerreiro, padroeiro do bairro, foi adiada do sábado (23), dia da morte dele, para ontem, por causa de uma rara coincidência com a Semana Santa. Por isso, pela primeira vez em 43 anos, a procissão não foi realizada na mesma data dos anos anteriores.

O pároco da Igreja de São Jorge, padre Enézio Severino da Silva, disse que “a precedência era de Jesus Cristo, o santo dos santos, de quem São Jorge foi seguidor. Mas ficamos alegres de celebrar São Jorge com Cristo já ressuscitado”. O pároco diz que os cristãos de hoje devem ter o “coração aberto, saber perdoar, ser verdadeiros e humildes” como São Jorge, que largou tudo, a riqueza e a vaidade, por sua fé em Cristo.

A procissão saiu da Igreja de São Jorge, na avenida Dalva, por volta das 18h, e percorreu a rua Nossa Senhora de Fátima, avenida Pedro Álvares Cabral, rua Anchieta e passagem São Jorge, retornando para a igreja, onde foi celebrada a missa em homenagem ao santo, cerca de uma hora depois.

São Jorge, que era um militar romano de alta patente, nascido na Capadócia, foi torturado e degolado, em 23 de abril de 303 depois de Cristo, a mando do imperador Diocleciano, que tentou fazê-lo renegar sua fé em Cristo sem conseguir. “Coisas extraordinárias aconteceram durante o dia todo em que ele foi torturado”, conta o padre Enézio.
Conta a lenda que São Jorge enfrentou e matou um enorme dragão que exigia o sacrifício de uma bela donzela, evitando a morte da filha do rei depois que todas as meninas da cidade haviam sido mortas.

No Brasil, São Jorge é associado à lua por influência do candomblé. O santo é ligado a Oxossi, orixá associado à lua. Na umbanda, ele é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada, pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda. São Jorge é também o padroeiro do time do Corinthians, dos bombeiros e da cavalaria do Exército Brasileiro.

O santo tem muitos devotos no bairro. A estudante Cristiane Santos, 33, diz que “os fiéis têm grande devoção por São Jorge por ele ser um santo guerreiro”. O policial federal Ronaldo Picanço, 42, tem motivos particulares para sua fé no santo. Ele contou que o filho foi atropelado quando tinha quatro anos e levou 57 pontos na cabeça, mas se salvou. “Eu me peguei com ele e com Nossa Senhora”, diz o policial, agradecido. Hoje ele integra a guarda do santo que também é padroeiro do Rio de Janeiro, junto com São Sebastião. A festividade de São Jorge vai até o dia 15 de maio. (Diário do Pará)

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