No lugar das tradicionais flores, eletrodomésticos e utensílios para o lar, os presentes mais cobiçados e esperados pelas mamães este ano estão ligados à ‘modernidade’. Celulares, eletroeletrônicos e produtos de beleza são, disparados, os produtos mais comprados para o Dia das Mães.
É perceptível que os valores mudaram e os presentes deixaram de ser voltados para afazeres domésticos. Esse novo comportamento é confirmado pela psicóloga Flávia dos Santos, 38 anos. Ela comenta que a escolha do presente depende muito da necessidade da mãe e da percepção do filho, mas que, em geral, as mães estão preferindo lembranças mais individuais. “Queremos algo mais individual. Não descartaria algo mais coletivo, familiar. Mas a prioridade é mesmo para os presentes que possamos usar conosco”.
E não é só entre as mães mais jovens que a mudança se instalou. A aposentada Odaísa Moreira, 70 anos, mãe de dois filhos, já escolheu e até comprou o seu presente: uma televisão de LED. “Panela é coisa do passado. Agora quero ganhar algo que seja somente para meu uso. Por isso escolhi uma televisão”.
A tendência é reafirmada pelos comerciantes, que apontam os notebooks, celulares e televisões de plasma, LCD e LED como as vedetes da data comemorativa, apesar dos preços entre R$ 1,6 mil a R$ 8 mil. Desde o final de abril, em uma loja de um shopping no centro de Belém, as principais vendas giram em torno desses produtos eletrônicos. “Os pensamentos mudaram. Agora as mães preferem algo na linha mais moderna dos eletrônicos”, diz o gerente da loja, Mariano Silva.
COMÉRCIO
No centro comercial de Belém, onde os preços costumam ser mais populares, as confecções e os calçados são as opções mais procuradas de presentes, assim como artigos de cama, mesa e banho. Para Paulo Vale, gerente de uma loja de confecções do comércio, por causa dos valores mais em conta, essa é a grande preferência de quem vai até o centro. “O grande forte, principalmente no Dia das Mães, é a venda de confecções”.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindlojas), Jorge Colares, diz que a expectativa é que as vendas para o Dia das Mães alcancem 7% a mais que em 2010. “As vendas já estão aquecidas. O que percebemos, comparando com o ano passado, é que o mix de produtos - que vão de celulares a perfumes - vai atrair muito os consumidores”. (Diário do Pará)
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