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Ex-comandante presta depoimento

O coronel Paulo Gérson Novaes de Almeida, ex-comandante do Corpo de Bombeiros, prestou depoimento, na manhã de ontem, na Justiça Militar, sobre o processo em que é acusado pelo Ministério Público Militar de estelionato (obter vantagem ilícita em prejuízo

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O coronel Paulo Gérson Novaes de Almeida, ex-comandante do Corpo de Bombeiros, prestou depoimento, na manhã de ontem, na Justiça Militar, sobre o processo em que é acusado pelo Ministério Público Militar de estelionato (obter vantagem ilícita em prejuízo alheio) e peculato (apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, de que tem a posse ou detenção, em razão de cargo ou comissão, ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio).

A denúncia foi baseada no procedimento investigatório criminal instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça Militar, que teve como base o relatório da Auditoria Geral do Estado (AGE), remetido ano passado ao MP pela então presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa, Simone Morgado.

Paulo tentou explicar as irregularidades de que é acusado, mas entrou em contradição quando, por exemplo, tentou justificar a ocultação de nomes de beneficiários de passagens aéreas. Num primeiro momento, o oficial afirmou que sua secretária à época tinha solicitado a ocultação. Depois disse que ela havia apenas pedido “o sigilo da operação”.

Em seguida foram ouvidos três auditores da AGE que confirmaram as denúncias de superfaturamento de obras e na aquisição de gêneros alimentícios.

Em nenhum momento Paulo conseguiu explicar ao promotor Armando Brasil Teixeira ou ao juiz José Roberto Bezerra como a AGE conseguiu chegar ao montante de desvio na corporação que, segundo o MPE, pode ultrapassar R$ 5 milhões no período de 2007 a 2009, quando Paulo era comandante da corporação.

Foi ouvido ainda o tenente-coronel Ulisses, que era diretor de Apoio Logístico da gestão de Paulo e que também entrou em contradição no depoimento. Segundo o MP, era Ulisses que indicava as firmas onde a corporação fazia as compras diretas irregulares. A Promotoria vai analisar a possibilidade de aditar uma denúncia também contra o tenente. (Diário do Pará)

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