Discutir a decisão judicial de reintegração de posse das fazendas Amazônia, Palestina e Gurupizinho, localizadas no município de Ulianópolis, no sudeste paraense, foi o objetivo da reunião realizada nesta terça-feira (3), com a participação de Carlos Lamarão, presidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa), Rodson Sousa, superintendente adjunto do Instituto de Colonização e Reforma Agrária, e Glicera Soares, representante da Associação Nova Vida, no auditório do Incra. A liminar determinando a reintegração foi expedida pela juíza Cláudia Favacho, da Vara Agrária de Marabá.
“Queremos que a liminar judicial seja suspensa. Estamos com medo de sermos retirados a qualquer momento da área, pois não temos para onde ir”, informou Glicera Soares. Segundo ela, também há dúvida se as terras estão sob jurisdição federal ou estadual.
Carlos Lamarão e Rodson Sousa decidiram ingressar com uma medida judicial, visando a realização de uma perícia no local. O Iterpa deverá analisar a regularidade dos títulos de posse.
Atualmente, moram nas três fazendas cerca de 600 famílias, cuja principal atividade econômica é a agricultura. No último dia 28 de abril, ocupantes das áreas bloquearam a Rodovia BR-010 (Belém-Brasília), com sacas de produtos agrícolas e pedaços de árvores, em protesto contra a decisão judicial de reintegração de posse. Segundo os líderes da Associação Nova Vida, a reunião foi muito positiva. “Acreditamos que essa liminar seja derrubada, para evitar problemas naquela região”, frisou Glicera.
Também participaram da reunião representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), do programa Terra Legal, da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), e do vice-prefeito de Ulianópolis, Clenilton Silva Oliveira. (Iterpa)
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