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Prazo pode ser prorrogado para MPE investigar AL

O promotor Arnaldo Azevedo, que comanda a investigação das fraudes na Assembleia Legislativa do Pará (AL), deve pedir prorrogação do prazo para concluir o trabalho. Ele informou que dedicará o resto desta semana e a próxima apenas para a análise dos docum

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O promotor Arnaldo Azevedo, que comanda a investigação das fraudes na Assembleia Legislativa do Pará (AL), deve pedir prorrogação do prazo para concluir o trabalho. Ele informou que dedicará o resto desta semana e a próxima apenas para a análise dos documentos apreendidos no último dia 19, quando foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços de Belém. O prazo para conclusão da investigação era de 90 dias, mas poderá chegar a 180.

O material apreendido lota uma sala do prédio sede do Ministério Público Estadual, que está com a segurança reforçada. Azevedo descartou novas buscas e apreensões, mas diz que ainda poderá solicitar diligências para complementar as informações que já estão em seu poder.

Por causa desse trabalho, o promotor resolveu adiar todos os depoimentos marcados para esta semana. Os acusados só devem voltar a ser ouvidos a partir do próximo dia 23.

Ainda serão chamados para depor o ex-presidente da AL, Domingos Juvenil; o ex-deputado Róbson Nascimento, o Robgol; a chefe da Controladoria da AL, Rosana Castro Barleta; o ex-chefe de Gabinete, Edmilson Campos; a ex-servidora Milene Carneiro e o ex-diretor Financeiro da AL, Sérgio Duboc, que foi diretor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), mas deixou o cargo em meio ao escândalo envolvendo as fraudes no setor de pessoal da AL.

A Assembleia é alvo de inquérito também na Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe). O delegado Rogério Morais foi à Justiça para que o banco Santander forneça documentos originais apresentados pela ex-chefe da Seção de Pessoal, Mônica Pinto, para conseguir um empréstimo consignado (com desconto em folha). Mônica é acusada de ter fraudado o próprio contracheque para realizar a operação que acabou se tornando o estopim da crise da AL. Os documentos foram pedidos pelo delegado direto ao banco, mas a instituição não respondeu. Ainda não há decisão judicial determinando a entrega. (Diário do Pará)

>> Leia mais no site do Diário do Pará

ROGÉRIO UCHÔA
Arnaldo Azevedo dedicará esta semana e a próxima para analisar os documentos apreendidos no dia 19 passado

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