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Falta repasse para colocar HC em ordem

Os servidores do Hospital das Clínicas Gaspar Viana pararam ontem durante toda a manhã como forma de protesto contra a situação do hospital. Metade dos serviços do hospital foram suspensos. Dentre as principais reivindicações, estão o aumento do valor pag

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Os servidores do Hospital das Clínicas Gaspar Viana pararam ontem durante toda a manhã como forma de protesto contra a situação do hospital. Metade dos serviços do hospital foram suspensos. Dentre as principais reivindicações, estão o aumento do valor pago pelos plantões extras e isonomia salarial dos servidores com nível médio ao dos que tem nível superior.

Também faz parte das reivindicações, o pagamento do valor integral da Gratificação de Desempenho Institucional (GDI). Eles denunciam que desde outubro de 2010 a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não repassa a verba, referente ao pagamento dos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nós estamos aqui para exigir que esse recurso seja liberado. Não só pelos servidores, mas também pelos pacientes que precisam de serviços e encontram o atendimento precário por falta de material”, disse a assistente administrativa Solange Leão.

Segundo os servidores do HC, o valor retido chega a R$ 9 milhões. Destes, 30% são distribuídos para os servidores através da GDI e os outros 70% são para a manutenção de serviços e insumos do hospital.

Os servidores afirmam que, por falta dessa verba, vários setores do hospital estão funcionando de forma precária. O que foi confirmado pela própria direção do HC. A diretora-presidente Ana Lydia Cabeça recebeu uma comissão de manifestantes e admitiu que o hospital HC vem tendo dificuldades para se manter apenas com a verba que recebe da União e do Estado. “O abastecimento de materiais, insumos e serviços está bastante prejudicado. Estamos funcionando no limite para garantir o mínimo de serviço no hospital”.

Essa precariedade é vivenciada pelos pacientes que precisam de atendimento no HC. A aposentada Rosalina Soares, 76 anos, precisa de hemodiálise pelo menos três vezes na semana. A filha dela, a professora Cláudia Soares, denuncia que muitas vezes a mãe voltou para casa por falta de material para o atendimento. “É uma absurdo pagarmos tantos impostos e por causa de uma ganância, os que precisam do serviço, passarem por necessidade”.

Segundo Ana Lydia Cabeça, a reivindicação de reajuste nos plantões extras já foi repassada para a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) e Secretaria de Estado de Administração (Sead), onde está sendo feito um estudo para avaliar essa mudança.

A comissão recebida pela direção do HC informou que deve ser encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) um documento com dados técnicos sobre o hospital, informando que a verba que é enviada pelo Ministério da Saúde para a Sesma como pagamento do SUS não está sendo repassada ao HC, solicitando providências.

O DIÁRIO encontrou em contato com a Sesma, mas ninguém falou ao jornal sobre o assunto. Em uma nota de duas linhas enviada à redação, a secretaria informou que está em negociação com o governo do Estado para fazer o pagamento ao HC nos próximos dias. (Diário do Pará)

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