Funcionários insatisfeitos e serviços realizados de forma precária. Estas foram algumas das constatações feitas pelos vereadores Otávio Pinheiro e Marquinho (PT), presidentes das Comissões de Direitos Humanos e Saúde da Câmara Municipal de Belém, ontem, em visita ao Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu).
Eles analisaram as condições estruturais do espaço e ouviram denúncias dos funcionários, que reclamam, principalmente, dos baixos salários e falta de equipamentos. O que mais chamou a atenção dos parlamentares, entretanto, foi supostas irregularidades com os veículos utilizados no atendimento. “Existem cinco motos, adquiridas há três anos, e que serviriam para um atendimento prévio e mais ágil, que nunca foram usadas”, afirma Otávio. Segundo ele, as motos estariam em boas condições de uso, com servidores treinados e até equipamentos de segurança já adquiridos. “O único motivo do serviço não estar funcionando é que não há orientação da secretaria”.
AMBULÂNCIAS
As ambulâncias também foram alvo de críticas. Trabalhadores garantem que a manutenção delas estaria sendo feita de forma inadequada. “Nos foi repassado que as ambulâncias passariam muito tempo na oficina, de três a quatro meses, e mesmo assim algumas ainda retornariam com o defeito”, disse Marquinho.
Os parlamentares perceberam ainda que mesmo após audiências entre empregados e direção, continua a incerteza sobre uma possível terceirização. Alguns médicos afirmaram que a Prefeitura de Belém gastaria R$ 1 milhão mensalmente com o Samu, mas já teria um pré-acordo com uma empresa para terceirizar o serviço pela quantia de R$ 6 milhões ao mês.
Segundo o coordenador geral do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, José Guataçara Gabriel, a visita ocorreu de forma direcionada e descortês. “Eles não percorreram todo o espaço do Samu, ficaram apenas na área externa. Eu estava no prédio e ninguém me procurou”.
O coordenador rebateu ainda as denúncias sobre as motos e ambulâncias. “As EPIs chegaram há pouco tempo e os funcionários precisam passar por outro treinamento para dirigi-las. E a questão das ambulâncias paradas não é verdade. Elas quebram todos os dias e por isso vão com frequência para a oficina, mas não há demora no conserto”.(Diário do Pará)
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