Sabe aquela queimação no peito, sensação de bolo na garganta e dificuldade dolorosa de engolir alimentos? Cuidado, esses são os principais sintomas do refluxo gastro-esofágico (RGE), uma doença que acomete mais de 20 milhões de brasileiros, segundo recente estudo Hospital AC Camargo, uma das maiores referências em câncer no país.
O RGE acontece quando a esfíncter, válvula que separa o esôfago do estômago, não consegue evitar que o ácido estomacal entre em contato com as paredes esofágicas. Com o ácido agindo nas paredes do esôfago, inicia-se um processo de inflamação, que pode resultar em uma úlcera e, até mesmo, em câncer.
Segundo Sandro Cavalléro, oncologista do HSM Diagnóstico, o refluxo sem tratamento favorece a transformação das células da parede do esôfago, formando o Esôfago de Barret, o qual fica muito mais susceptível à ação de células malignas, resultando num câncer. “Quando a doença se agrava e diagnosticamos o câncer, o paciente já apresenta novos sintomas como a disfagia, que é a dificuldade de engolir alimentos, inicialmente sólidos. Com a progressão da doença, o paciente tem dificuldade de alimentar-se de pastosos chegando até mesmo a não conseguir engolir líquidos”, explica.
Para se ter uma noção da gravidade, o câncer de esôfago figura entre os dez mais incidentes do país, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Somente em 2010, foram registrados mais de 10.500 casos e alto índice de mortalidade. O tipo mais comum, cerca de 96% dos casos, é o carcinoma epidermóide escamoso. O outro tipo, o adenocarcinoma, tem se tornado cada vez mais frequente, principalmente por causa da piora nos padrões alimentares do brasileiro.
CUIDADOS – Os exames para diagnosticar o refluxo baseiam-se em Endoscopia Digestiva Alta, PHmetria (medição do nível de ácido no estômago) e a Tonometria (medição da pressão do esfíncter). Quando a doença evolui para o câncer, o tratamento é intensivo e pode ser feito através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. “Nessa fase, é importante o paciente se sentir seguro em relação ao corpo médico e ao hospital que lhe atende. No HSM, todas as drogas autorizadas pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são utilizadas para o tratamento da doença. O paciente conta com um tratamento humanizado, gerenciado por profissionais especializados”, explica o doutor.
O oncologista alerta que a principal medida preventiva ao RGE está relacionada principalmente aos hábitos alimentares. “Para evitar a doença, é importante controlar a alimentação, pois certos alimentos afetam a função do esfíncter causando os sintomas do refluxo. Alguns exemplos são: frituras, gorduras, álcool, café, refrigerante, chocolate e hortelã. Outros hábitos também podem ser evitados como o tabagismo e ficar muito tempo sem se alimentar”, ressalta. (DOL, com informações do HSM)
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