O governador Simão Jatene lançou ontem, durante reunião com dirigentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Eletrobrás e Consórcio Norte Energia, vencedor da licitação para construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, o Pacto pelo Pará. Na verdade, um conjunto de obras, projetos e serviços que se propõe a antecipar soluções para os impactos sociais, ambientais e econômicos previstos como decorrência do empreendimento.
O anúncio foi feito ao final de um encontro prévio do governador e parte do seu secretariado com os dirigentes e altos executivos representantes de organismos federais e do consórcio de Belo Monte. O governador e os visitantes receberam a imprensa, depois de aproximadamente duas horas de reunião fechada, e logo a seguir retomaram a pauta das discussões para detalhamento das primeiras ações concretas.
Do encontro fechado com Simão Jatene, participaram o secretário de Governo, Sérgio Leão, o diretor de inclusão social e de crédito do BNDES, Elvio Lima Gaspar, o diretor de geração da Eletrobrás, Valter Cardeal, o presidente do Consórcio Norte Energia, Carlos Nascimento, e ainda Adhemar Palocci, diretor do mesmo consórcio e também da Eletronorte.
Na segunda parte da reunião, o grupo foi ampliado pela presença de três secretários de Estado - Luiz Fernandes (Segurança Pública), Sérgio Bacury (Planejamento) e Hélio Franco (Saúde). Também se incorporaram ao grupo outros executivos do BNDES: Ricardo Ramos (superintendente da área de inclusão social), Edmar da Cunha Raimundo (gerente do departamento de energia elétrica) e Maria Leal, chefe do mesmo departamento.
Aos jornalistas, o governador Simão Jatene disse que, na continuidade do encontro, que se estenderia até o início da tarde, o Governo do Estado, o BNDES e a Eletrobrás iriam discutir e detalhar as ações de curto prazo, para execução imediata. O plano de Belo Monte, porém, terá como foco uma dimensão muito ampla, prevendo também ações de médio e longo prazos.
“Nós queremos inaugurar com Belo Monte uma nova etapa na história dos grandes projetos no Pará e quiçá na Amazônia”, declarou, acrescentando que a ideia é evitar a repetição de erros passados. Para o governador, o procedimento comum até então na implantação de grandes projetos na região tem sido esperar pelo surgimento dos problemas, sobretudo nas áreas social e ambiental, para só depois buscar remediar as coisas com providências quase sempre paliativas. Leia mais no Diário do Pará.
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