A secretária de Estado de Administração, Alice Viana, determinou ontem a abertura de sindicância administrativa para apurar possíveis indícios de fraude em 21 exames admissionais realizados por candidatos do concurso público para preenchimento de vagas na Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Os indícios foram detectados pela Diretoria de Gestão de Política de Saúde Ocupacional do Servidor, vinculada à Sead, na última quarta-feira.
Alice informou que, além da sindicância, encaminhou ao secretário de Estado de Segurança Pública, Luiz Fernandes, pedido para que a denúncia seja apurada pela polícia. “As providências que tomamos têm como objetivo preservar a lisura nos processos de nomeação dos concursados e também preservar os próprios concursados”.
Os indícios de fraude aconteceram em um laboratório no município de Castanhal. Os candidatos aprovados no concurso, que estão na fase admissional - quando é necessário realizar uma série de exames -, foram ao Centro em busca do laudo psiquiátrico e dos demais exames exigidos para a nomeação.
Os laudos expedidos têm a assinatura do médico Marcelo Neves Seguin Dias e seu registro profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM). Porém, Marcelo trabalhou em Castanhal há dez anos e, atualmente, é médico perito da Diretoria de Saúde Ocupacional da Sead.
“Quando o médico se deparou com o laudo de uma candidata e viu que era seu nome, CRM e a assinatura falsificada, constatou que havia indício de fraude e encaminhou o caso para a diretoria, que tomou as providências”, esclareceu Alice, para quem os concursados estão sendo enganados. A candidata que apresentou o laudo pagou à clínica R$ 150 pelos exames eletrocardiograma, hemograma, e laudos psiquiátrico e oftalmológico. (Agência Pará)
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