Como em todas as datas importantes, as pessoas sempre deixam as compras para o último momento. No Dia das Mães não é diferente. Com movimentação ainda fraca no centro comercial de Belém e nos shoppings, a expectativa é de que maridos, pais e filhos aproveitem o sábado para comprar os presentes.
“O movimento está bom, mas ainda não é o esperado”, diz Francinaldo Dantas, gerente de uma loja de calçados.
Todos esperam que o sábado compense as vendas dos outros dias da semana, quando os retardatários terão o dia livre. Para Dantas, apesar da movimentação pequena, essa é uma das melhores épocas para o comércio, pois é período de grande aquecimento nas vendas. “Aqui na nossa loja o calçado feminino é o que vende sempre. Mas, para essa data especial, ele sai bastante”, comenta o gerente.
Em um shopping do centro de Belém, o clima do Dia das Mães já dominava todas as lojas, com lojistas e vendedores dispostos a empolgar os filhos com boas ofertas. “O sábado é a nossa grande aposta. Se for preciso, vamos dar até descontos para que o filho saia com o melhor presente para a sua mãe e para que a loja consiga vender seus produtos”, revela a gerente de uma loja de confecções, Patrícia Mendes.
Uma das muitas que deixaram a compra para cima da hora foi a estudante Genilda Meireles, 21 anos. O problema é o dia atribulado. “Já viajo amanhã (hoje). E não podia deixar de comprar o presente da minha mãe”.
Ela que chegou no horário de abertura de um shopping. Diz que optou por chegar cedo para não ter que enfrentar tumulto. “Agora ainda está tranquilo e fica mais fácil para escolher. Mas à noite isso aqui fica uma confusão”, diz Genilda.
Mãe e filha, a professora Tânia Bastos e a advogada Daniela Bastos, também deixaram para comprar os presentes das outras mães da família em cima da hora. Segundo elas, o principal fator para a demora é a falta de tempo. “Durante a semana é complicado. Por isso vamos passar a manhã inteira andando para escolher. Viemos na sexta-feira porque no sábado é um sufoco só. Compramos quatro, os mais fáceis. Agora vamos para os difíceis”, comentou, rindo, a advogada.
Mas Tânia enfatiza também que as compras iriam terminar no mesmo dia. “As compras são todas hoje. Porque a partir de sábado já não encontramos o que queremos e com o valor muito além do nosso orçamento”. (Diário do Pará)

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