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Alta da gasolina afeta outros produtos

Além de influenciar nos custos que os donos de veículos têm com o abastecimento, o aumento no preço do combustível ocasiona ainda indiretamente o aumento do preço de outros bens e serviços que dependem do transporte terrestre. Assim, os reajustes verifica

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Além de influenciar nos custos que os donos de veículos têm com o abastecimento, o aumento no preço do combustível ocasiona ainda indiretamente o aumento do preço de outros bens e serviços que dependem do transporte terrestre. Assim, os reajustes verificados nos últimos meses não são percebidos apenas pelo setor de transporte, mas também por outros, como o de alimentação, vestuário, mobília e eletroeletrônicos.

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindilojas), Joy Colares, dependendo do tipo e do tamanho do produto, o valor do frete, preço cobrado pelo transporte, pode representar até 15% do valor da mercadoria. “Qualquer alteração no combustível gera aumento no preço do frete e, consequentemente, no produto que chega”, afirma.

Nesse caso, para Colares, os recentes aumentos no preço da gasolina já estão influenciando o valor que os consumidores finais pagam pelos produtos. “Em decorrência desse aumento desenfreado aliado à inflação, as mercadorias repostas depois do final do ano já têm chegado às lojas com o aumento que pode variar de 3% a 5%”, calcula.

Para o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese-PA), Roberto Sena, o aumento do combustível reflete de forma direta no crescimento da inflação, já que atinge grande parte dos setores da economia local. “O combustível influencia em bens e serviços de forma geral. Tudo fica mais caro por causa do aumento, contaminando a inflação”, afirma.

Por serem afetados diretamente pela alta do preço do produto, quem trabalha com transporte de passageiros já está sentindo os efeitos do reajuste. Alain dos Santos, presidente do Sindicato dos Taxistas do Município de Belém (Stabepa), calcula que os custos com combustível chegam a 40% do que é arrecadado pelos taxistas. “Quem sofre as consequências desses aumentos é o próprio usuário, porque não temos opção”, aponta. Leia mais no Diário do Pará.

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