O Pará ainda está fora da lista dos Estados brasileiros livre da febre aftosa, doença viral contagiosa que afeta os bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, cervídeos e suínos. Cerca de 75% do gado paraense já faz parte da zona livre. Os 25% que estão na zona de risco médio ficam nas regiões nordeste, baixo amazonas e no Marajó. Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, medidas estão sendo tomadas para reverter esse quadro. “Ainda esse ano vamos fazer a sorologia nesses animais para saber se ainda existem vestígios da febre aftosa. Esse exame é encaminhado para a Organização Mundial de Saúde Animal, que é quem vai dar o certificado de livre da doença. Nossa preocupação com nosso rebanho é muito grande, mas somente com a vacina podemos manter os animais saudáveis”.
A vacinação é feita em dois períodos por ano, a primeira em maio e a segunda em novembro, exceto na ilha do Marajó, onde é realizada em agosto. A última vez que um caso da doença foi registrado no Pará foi no final da década de 90 na cidade de Monte Alegre.
A estimativa, segundo a Faepa, é que sejam disponibilizadas aproximadamente 560 milhões de doses em todo país. A pecuária representa 46% da atividade econômica no Pará e emprega 400 mil pessoas diretamente. Três milhões de cabeças de gado são comercializadas por ano e injeta 450 milhões de dólares no Estado. “O rebanho paraense é de 20 milhões de cabeças, espalhadas em todo o território”. (Diário do Pará)
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