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Riscos cada vez maiores para idosos

Atravessar a rua de maneira segura é uma missão difícil. Para quem já é idoso, então, os obstáculos são ainda maiores. O trânsito complicado e a falta de consciência de muitos condutores trazem problemas para quem já tem dificuldade de locomoção e os refl

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Atravessar a rua de maneira segura é uma missão difícil. Para quem já é idoso, então, os obstáculos são ainda maiores. O trânsito complicado e a falta de consciência de muitos condutores trazem problemas para quem já tem dificuldade de locomoção e os reflexos limitados.

Nos pontos sem sinalização, os idosos precisam se arriscar para atravessar a rua em meios aos carros, o que muitas vezes resulta em acidentes fatais. Até mesmo nos locais onde existe sinal de trânsito ou faixa de pedestres, os idosos correm riscos.

O DIÁRIO passou cerca de uma hora na faixa de pedestres localizada na avenida Nazaré, próximo à Basílica Santuário, uma das vias de maior movimentação da cidade. Durante este tempo, vários idosos foram desrespeitados e tiveram que aguardar até que algum veículo parasse para a travessia. Várias vezes, apenas um veículo parava e as pessoas ficavam aguardando no meio da avenida.

“Eu não confio muito nessas faixas, não. Sempre espero para ter certeza de que já posso atravessar porque tem gente que não respeita, mesmo”, diz Maria Lúcia Silva. Nas transversais, a situação se repete: uma senhora que tentava atravessar na Vila Leopoldina teve que fazer sinal com as mãos para que um motoqueiro aguardasse ela passar.

Para a aposentada Maria do Carmo, atravessar a rua é sempre difícil para pessoas de idade mais avançada. “Infelizmente é assim. Eu sempre procuro o sinal porque alguns não respeitam e ainda reclamam. Às vezes, eu só atravesso na faixa cidadã se tiver outra pessoa junto, porque sozinha eles não param mesmo”, relata.

SEM ESTRUTURA

Segundo Ana Maria Seráfico, engenheira de transporte, os idosos sofrem com a falta de estrutura da cidade e de consciência por parte dos condutores. “Por ser idoso, precisaria de vias mais regulares, calçadas, piso diferenciado, rampas. O idoso também sofre no transporte coletivo, muitas vezes se acidenta por causa de paradas bruscas. Mas a pessoa precisa ter consciência para que em uma determinada idade não saia mais sozinho, principalmente se tiver dificuldade visual e de locomoção”, afirma.

Para se locomover com segurança pelas ruas, a engenheira sugere alguns cuidados. “Sempre que puder, pedir ajuda para uma pessoa confiável ao atravessar a rua ou procurar um sinal ou faixa. A pessoa também nunca deve atravessar na frente de veículos grandes, como caminhões ou ônibus, porque ela perde o campo visual e não vê os outros veículos. Se estiver em dúvida para atravessar, espere para pedir auxílio”.

Por conta de dificuldades, muitos idoso já perderam a vida em acidentes de trânsito. No dia 17 de abril, uma idosa morreu atropelada ao tentar atravessar a BR-316. Quando chegou à segunda pista, foi atingida por uma moto. Em janeiro, um idoso também morreu atropelado por um veículo na BR-316. (Diário do Pará)

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