“Sozinho o adolescente não vai conseguir sair dessa situação. Nós somos vítimas e protagonistas de todo esse tipo de violência que ocorre atualmente na sociedade”. A afirmação da coordenadora do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Pará (Cedeca), a advogada Celina Hamoy, é feita em tom de conclamação: para ela, a única saída para prevenção da criminalidade é a sociedade se integrar à luta pelas garantias de direitos da infância.
Celina afirma que a juventude está vivendo uma guerra invisível e que os adolescentes meninos estão reagindo - a todo sistema de negação de acesso a tudo que nunca tiveram - de uma forma tão agressiva que eles mesmos são as maiores vítimas.
Em entrevista, ela ressalta que o Estado do Pará saiu do 19º para o 4º lugar em mortes violentas, situação que precisa ser encarada como um alerta. Leia no Diário do Pará a entrevista concedida aos repórteres Aline Brelaz e Ismael Machado
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