Na manhã de sábado (7), aflita e com lágrimas nos olhos, a cobradora de ônibus Andréa Ferreira sentia que a qualquer hora podia perder a tia Maria de Nazaré Viana, 56 anos, que desde a última segunda-feira, dia 2, aguardava leito na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14.
Quando deu entrada na unidade, a dona de casa, que tinha diabetes e hipertensão, estava com febre e falta de ar. Ela faleceu no sábado, por volta das 19h30. O enterro aconteceu na manhã de ontem (8), Dia das Mães, no Cemitério Municipal do Tapanã.
“Quando chegamos no pronto-socorro, não tinha leito, nem maca, nem nada, ela teve que ficar na cadeira de rodas. Ela ainda estava consciente depois não falava mais e nem estava enxergando”, lembra a sobrinha. “A taxa dela de diabetes estava alta e se formou uma bolha na perna direita de tanto ela coçar. O primeiro médico abandonou o caso, tinham recolhido o sangue quatro vezes e não deram nenhum resultado. A pressão dela estava caindo, ela não comia nada desde segunda-feira. Nós estávamos precisando de uma vaga na UTI e falaram que não tinha”.
Recebendo soro e insulina, Maria de Nazaré aguardava também pela amputação da perna direita de forma urgente. “Eles só levam pra UTI quando a pessoa está prestes a morrer. O cirurgião não apareceu. Sabíamos que o estado dela era muito grave. Mas ela teria resistido se tivesse mais recursos. Na sala de observação, outros pacientes com diabetes passam pelo mesmo problema”, diz Andréa. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar