Moradores do bairro Pratinha I fizeram uma manifestação na manhã de ontem para pedir mais segurança no trânsito, já que vários acidentes têm ocorrido na rodovia Arthur Bernardes.
Segundo os moradores, o local registra acidentes diários, muitos fatais. “Já estamos chamando de rodovia da morte, quase todo dia morre um”, afirma João Ferreira.
João confirma que seu primo, José Willian, foi a última das vítimas do trânsito violento. “Ele estava de bicicleta, parado, tentando atravessar a rua e um caminhão bateu nele. A família toda está desesperada, tiraram a vida dele, todos os projetos que tinha”, conta. O jovem de 20 anos morreu atropelado durante o último final de semana.
O protesto teve início no início da manhã e interditou uma das pistas da via. O trânsito no local ficou bastante lento e logo uma longa fila de carros, ônibus e caminhões começou a se formar. Os manifestantes alternavam o lado interditado da pista para que os carros pudessem passar.
O morador Adailton Leite diz que os problemas começaram a surgir há cerca de seis meses, desde que as obras na rodovia foram finalizadas. Somente no final de semana, ele conta três atropelamentos com vítimas. “Antes existia uma lombada aqui, mas agora a rodovia ficou muito perigosa. De sexta-feira até ontem (domingo) foram três mortes”, relata. No início da tarde, a pista foi liberada.
Os moradores reclamam que a Companhia de Transportes do Município de Belém (Ctbel) não está presente no local para ajudar a orientar o trânsito e que todas as escolas do bairro já mandaram ofício pedindo que façam uma lombada, uma faixa cidadã ou coloquem um guarda de trânsito, mas até agora nada. “Quem faz o papel de guarda aqui é a Polícia Militar”, diz Adailton. (Diário do Pará)
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