A mãe do pequeno Gabriel, de três anos, considerou um verdadeiro milagre o filho ter escapado do desabamento de parte do telhado do quarto onde ele estava na tarde de ontem, na hora que a forte chuva caiu na capital. A casa localizada na passagem Joana D’Arc com a rua Paulo Cícero, no Guamá, foi destelhada com a força do vento.
“Ele estava assistindo DVD e pouco tempo antes o tirei da cama para tomar banho. Foi só o tempo de chegarmos ao banheiro para começar a chover telhas e madeiras do nosso telhado e desses quitinetes em construção aí na frente. Foi um susto muito grande”, disse a dona de casa Leni Cristina Leite, de 40 anos.
Além da casa de Leni, mais duas foram atingidas de forma parcial. A casa do agente prisional Jonathan Monteiro, de 27 anos, teve o telhado do segundo andar avariado, além do portão de entrada quase destruído. “O barulho foi tão grande que imaginei que era uma explosão.Depois começou a ‘chover’ telha, perna-manca e toda a estrutura de madeira do telhado. Até o portão de ferro foi para o chão. Foi um inferno. Agora quero ver se o dono dos quitinetes vai se responsabilizar pelos prejuízos.”
Os moradores dizem que o proprietário, conhecido pelo prenome de Edson, teria construído os quitinetes sem a orientação de engenheiro ou arquiteto. “Esse vendaval foi muito forte, mas se essa construção fosse feita com responsabilidade, não teria voado todo o telhado”, observou Jonathan Monteiro. (Diário do Pará)
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