A ocorrência da Doença de Chagas continua preocupando no Pará. Três novos casos foram confirmados pelo Instituto Evandro Chagas esta semana em Ananindeua, segundo informação da Secretaria de Saúde do município. Na tarde de ontem, uma equipe da secretaria visitou a casa dos pacientes, onde será feita uma investigação das possíveis causas de transmissão.
Atualmente, 86 municípios têm risco alto de contaminação, pois já apresentaram casos da doença. De janeiro deste ano até ontem, foram dez casos confirmados no Estado, com dois óbitos.
As duas mortes confirmadas pela doença foram de uma criança de nove anos de idade em Igarapé-Miri e de um adulto em São Domingos do Capim. De 2006 até ontem, 634 casos da doença foram confirmados pela Sespa.
Segundo Elenild Góes, coordenadora do Programa de Controle da Doença de Chagas da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a situação merece cuidado. “A Organização Mundial de Saúde diz que, quando temos dois casos no mesmo lugar e mesmo período, temos um surto, que possivelmente é alimentar”, explica.
A contaminação pode acontecer por via oral - quando os alimentos não são higienizados corretamente e podem estar contaminados com as fezes do barbeiro (que causa a doença) ou partes do inseto - ou através da picada do barbeiro. Após o diagnóstico da doença, através de exame de sangue, o tratamento deve começar imediatamente. São dois meses de duração. Porém, a coordenadora alerta que o paciente deve fazer acompanhamento por mais cinco anos. “A pessoa precisa fazer raio X e elétron do coração para se certificar que o caso não vá agravar ou evoluir para óbito”, diz.
A Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua também informa que vem trabalhando na prevenção de casos com palestras e trabalho educativo junto aos batedores de açaí. (Diário do Pará)
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