O Ibama do Pará enviou nesta terça-feira (10) uma tigresa 'bengala' vítimas de maus-tratos para se reunir a outros da sua espécie em um zoológico localizado em Itatiba, na região metropolitana de Campinas, em São Paulo. A felina foi apreendida há 42 dias em Paragominas sobre condições de maus-tratos.
O animal foi trazido para Belém onde ficou desde a apreensão se recuperando no Museu Emílio Goeldi. Nas primeiras semanas no novo endereço, chegou a comer 10 quilos de carne em um único dia. Acabou ganhando força, engordando aproximadamente 25 quilos, e hoje já pesa cerca de 150 quilos.
A felina era uma das atrações de um pequeno circo intinerante do interior do Brasil. “Quando a retiramos de lá, ela mal conseguia se erguer, de fraqueza”, lembra o veterinário Christian Legatzky, da Divisão de Fauna do Ibama no Pará.
Além da tigresa, cuja espécie está ameaçada de extinção, um babuíno e um avestruz foram apreendidos no mesmo circo. O proprietário do negócio acabou multado em R$ 11,4 mil pelos maus-tratos e por introduzir animais exóticos no país sem autorização (o tigre é originário da Ásia e os outros da África).
Para ser mantido em cativeiro, um grande felino precisa de recinto e alimentação adequada além de cuidados de segurança. No caso do circo, a tigresa vivia num trailer que ficava estacionado até nas praças das cidades onde o espetáculo era apresentado sem qualquer segurança. “É necessário ter um plano de contenção. Ele é imprescindível, pois, em caso de fuga, assegura-se a proteção do animal e da população”, explica o veterinário Mauro Jackson, da Divisão de Fauna do Ibama no Pará.
O babuíno e o avestruz também apreendidos no circo já foram destinados, respectivamente, ao Zoológico de Teresina, no Piauí, e a um mantenedor de fauna de Belém. (Com informações do Ibama)
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