Menos de 500 servidores da educação pública no Pará participaram, ontem de manhã, da mobilização que pedia reajuste salarial de 66% e a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) da categoria, entre outras reivindicações.
Foi apenas um quarto do que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública no Pará (Sintepp) declarou que esperava reunir. No entanto, segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), um total de 425 unidades de ensino tiveram suas aulas suspensas no Pará, fazendo com que milhares de alunos tivessem que voltar para casa.
“Cheguei lá no colégio e não tinha nada. Estava tudo fechado. Do colégio pra casa é longe, então a gente se sente prejudicado”, conta Rafael Silva, estudante do 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Visconde de Souza Franco. “Íamos ter aula até 13h. Já estamos atrasados, as aulas mal começaram e ainda vamos ter prova mês que vem. Assim vamos sair de férias muito tarde”, acrescenta Álvaro Ney, também aluno do Souza Franco.
O ato dos trabalhadores da educação, que se reuniram na Praça do Operário, fazia parte do calendário de lutas da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Mas mesmo os manifestantes têm consciência de que a mobilização é falha. “Tem muito professor que aproveita a paralisação pra ir resolver suas coisas. Se você deixa de dar aula é para estar aqui, lutando pelos seus direitos e pelos alunos”, dizia o professor de sociologia Álvaro Vigário. (Diário do Pará)
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