A cada 100 mil nascimentos, 90 mães mortas. A cada mil crianças geradas, pelo menos 18 não resistiram, muitas antes mesmo do parto. Os números são de 2009, mas ainda assombram o Estado. Para mudar esta
realidade, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) criou o Comitê Estadual de Mortalidade Materna e Infantil do Pará.
“Estamos unindo esforços para fazer um trabalho educativo, não punitivo. Nosso objetivo é monitorar a causa dos óbitos maternos e infantis, identificar e discutir as circunstâncias em que ocorrem, propondo estratégias e medidas para a melhoria da qualidade da assistência à saúde, de forma a reduzir estas mortes”, explica a presidente do Comitê, Ana Cristina Guzzo.
Para isso, uma série de ações vem sendo desenvolvidas junto aos hospitais públicos e às comunidades.
Uma das principais metas do comitê para este ano é estruturar o atendimento nos municípios, por meio da implantação de comitês regionais. “Dessa forma teremos como chegar aos locais mais distantes e oferecer à população uma assistência mais efetiva”, afirma Ana Cristina.
O trabalho iniciará com o atendimento às treze macrorregionais de saúde: Belém, Santa Izabel, Castanhal, Capanema, São Miguel do Guamá, Barcarena, Ilhas do Marajó, Breves, Santarém, Altamira, Marabá, Conceição do Araguaia e Cametá.
O primeiro passo já foi dado, com a assinatura da Portaria nº 153, de 20 de abril de 2011, que instituiu a Comissão Regional de Mortalidade Materno e Infantil, responsável por atender o 6º Centro Regional da Saúde, do qual fazem parte os municípios de Barcarena, Abaetetua, Igarapé-Miri, Moju e Tailândia. A comissão será formada por técnicos do centro e terá como convidados representantes do Instituto Integrado de Desenvolvimento Comunitário, Educação, Cultura e Assistência Social Zita Cunha e da Associação das Mulheres do Campo. A expectativa é que as ações junto ao Comitê Estadual sejam colocadas em prática já no mês que vem.
PARCERIAS
O Comitê Estadual de Mortalidade Materno e Infantil é composto por 14 instituições que trabalham em prol da saúde materno-infantil no Estado. São elas: Sespa (Coordenação Saúde da Criança, Coordenação Saúde da Mulher, PACS/PSF, Vigilância em Saúde, Departamento de Epidemiologia), Pastoral da Criança, Fundação Santa Casa de Misericórdia, Uepa (Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Curso de Enfermagem), UFPA (Faculdade de Medicina, Faculdade de Enfermagem), Associação Paraense de Ginecologia e Obstetrícia, Conselho Regional de Enfermagem, Conselho Regional de Medicina, Sociedade Paraense de Pediatria, Pastoral da Criança, Conselho Estadual de Saúde, Sindicato dos Médicos do Estado do Pará, Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense e Fundação das Nações Unidas para Infância (Unicef). (Agência Pará)
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