Outra fonte primária e muito importante de riqueza que o Pará vai perder, no caso de ser aprovada a divisão do seu território, é a geração de energia elétrica.
A Eletrobrás considera que o Pará tem hoje potencial de geração hídrica quase equivalente a toda a potência instalada no Brasil, a maior parte dele concentrada em três grandes bacias - Tapajós, Xingu e Tocantins. As duas primeiras ficarão sob o domínio do Estado do Tapajós, enquanto a bacia do Tocantins, onde já opera a hidrelétrica de Tucuruí, ficará com o Estado de Carajás.
A riqueza produzida pelo Pará é distribuída hoje de forma desigual e assim deverá permanecer na hipótese de virem a ser criados os dois novos Estados. Do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, segundo dados de 2008 levantados pelo Idesp - calculado em R$ 58,5 bilhões - o remanescente do Pará responde hoje por 55,58%, Carajás por 33,46% e o Tapajós por 10,96%.
Embora participando com valor maior, o que será no futuro o Estado do Pará tem o menor PIB per capita, com média de R$ 3.958, enquanto o Tapajós alcança R$ 4.779 e o Estado de Carajás, turbinado pela riqueza da mineração, registra média de R$ 8.763.
Alguns municípios mineradores do sul e sudeste do Pará registram PIB per capita equivalente ao dos países mais ricos do mundo. É o caso, por exemplo, de Canaã dos Carajás, com R$ 48.639, e também de Parauapebas, cujo PIB per capita em 2008 alcançou R$ 45.225. (Diário do Pará)
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