Os conflitos por conta das chamadas “invasões” e o número dessas ocupações em Marabá aumentam a cada dia. Hoje já são mais de 12 mil famílias, o que corresponde a 50 mil pessoas, espalhadas em 12 bairros irregulares.
Para José Batista Gonçalves Afonso, coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), a intensa migração que dilata as ocupações urbanas é estimulada pela falta de políticas de habitação. Por isso, a quantidade de imigrantes não encontra condições de moradia adequadas. “Segundo o IBGE, a população aqui cresce 20% ao ano e essas pessoas chegam atraídas pelos grandes projetos econômicos e acabam sem ter para onde ir”, observa.
Para ele, o Plano Diretor do município deveria ter um projeto de expansão urbana. “Mas como isso não existe, a Prefeitura deveria ao menos monitorar essas áreas de ocupação para diferenciar as famílias que precisam de um lote para morar dos especuladores”.
A Prefeitura de Marabá deu à Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) a missão de tentar intermediar negociações entre moradores e os proprietários das áreas invadidas. (Diário do Pará)
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50 mil pessoas moram em situação irregular em Marabá, totalizando 12 bairros de ocupação.
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