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Aguaceiro tomou conta da cidade

As fortes chuvas que têm sido vistas diariamente em Belém devem diminuir a partir de hoje até o final do mês de maio. É o que afirma o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), que prevê que as chuvas fiquem restritas apenas ao final da tarde e à noite.

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As fortes chuvas que têm sido vistas diariamente em Belém devem diminuir a partir de hoje até o final do mês de maio. É o que afirma o Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), que prevê que as chuvas fiquem restritas apenas ao final da tarde e à noite.

De acordo com o coordenador do Inmet no Pará, José Raimundo de Souza, a segunda quinzena deste mês deve ser marcada pela presença do sol. “A tendência é de que o dia abra parcialmente nublado e com sol entre nuvens”, afirma.

Segundo ele, os índices previstos para a Região Metropolitana de Belém (RBM) para este mês eram de 305 milímetros, porém, em apenas seis dias, já choveu 350 milímetros. “Essa média é utilizada para observar se o mês vai ser mais ou menos chuvoso e já estamos acima da média. Com isso, esperamos ficar 50% acima da média até o final do mês”.

Em decorrência da grande quantidade de tempestades que já caiu em Belém, a expectativa, agora, é de pancadas de chuvas que vão de moderadas a fracas. “Não vamos ter mais aquelas tempestades. Nesses últimos dias deve chover 100 milímetros na RMB”, informa José Raimundo.

Enquanto isso, na manhã de ontem, a situação dos moradores das áreas de alagamento em Belém continuava a mesma. Cerca de quatro horas após a chuva intensa que caiu durante a madrugada, entre 5h e 6h30, o acúmulo de água ainda dificultava a locomoção dos moradores da travessa Timbó.

Com o pé na água suja, única maneira de sair de casa na manhã de ontem, o servidor público Guilherme Melo reclamava dos constantes alagamentos. “Já estamos em uma situação em que qualquer chuva enche tudo. Vivemos uma situação de calamidade”.

Ele, que mora no perímetro que vai da passagem José Leal Martins até a passagem Acatauassu Nunes, já enfrenta o problema de transbordamento do Canal da Timbó há oito anos. “Já peguei várias coceiras porque temos que encarar a chuva para sair de casa”.

Quem também sentiu o reflexo da chuva da madrugada foi a vendedora Mirian Leal. Ela, que é funcionária de uma padaria que fica bem em frente ao local de alagamento, não tinha muitos clientes para atender. “Nessa época de chuva, ficamos mais parados do que trabalhando”, informou. “É só chuviscar que fica assim”.

O comerciante José dos Santos Carneiro, que mora na Rua dos Caripunas com a travessa 14 de Março, também dedicou o dia de ontem para lidar com os prejuízos causados pela chuva. Dono de uma loja de peças para bicicletas, ele não pôde trabalhar por causa da água que se acumulou na rua e invadiu sua casa. “Estou limpando para ver se eu não perco os clientes da tarde. Quando chove, eu não trabalho e assim vou levando até resolverem isso”.

Mostrando o carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), ele reclamava dos problemas que tem que enfrentar sempre que chove. “Ainda mandam esse IPTU para a gente pagar, mas ninguém quer saber o que passamos aqui”, indignou-se. “O prejuízo é muito grande. Eu sobrevivo dessa venda”. (Diário do Pará)

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