O pedagogo Rubem Câmara foi ontem pego de surpresa ao pagar a passagem do primeiro dos seis ônibus que utiliza por dia para se locomover. Ele, que estava acostumado a pagar R$ 1,85 pelo serviço de transporte, não havia se programado para desembolsar R$ 2,00, novo valor que começou a valer ontem em Belém e Marituba. “A gente sabe que sempre vai ter aumento, mas acabamos sendo pegos de surpresa quando não nos programamos”.
Agora que o aumento já é uma realidade, ele vai ter que se desdobrar para fazer render o resto do dinheiro reservado para o mês. Antes do aumento, ele já gastava R$ 333,00 por mês com transporte. Agora, com o aumento, o custo passará a R$ 360,00 mensais. “Quando sai esse aumento é no meio do mês, então a gente não tem como se programar”, critica. “Esse mês vai ser apertado mesmo. Só a partir do mês que vem é que vai ser possível organizar melhor as finanças para cobrir esse custo”.
Quem também já pensa em se programar para não sentir tanto o aumento é o aposentado Antenor Nogueira. “Agora é o momento de se organizar para evitar que desestabilize o nosso orçamento”, aconselha. “Vou ter que deixar de gastar dinheiro com outras despesas pra pagar isso. Passagem de ônibus é obrigatório, não dá para se recusar a pagar porque temos que nos locomover”.
“É jogar dinheiro fora”. Foi assim que a estudante Rose Soares definiu o primeiro dia de aumento da tarifa que também atinge o transporte para Mosqueiro. Ela que reclama da qualidade dos ônibus, teve que pagar, desde ontem, R$ 3,30 pelo serviço. “Não é justo. Chove mais no ônibus do que na rua”, disse. “A gente vai se preparando para arcar com esse custo, mas ficamos insatisfeitos”, lamenta a universitária Kleice Santos, que também pagou mais caro pela passagem.
A dona de casa Michele dos Santos também depende da linha de ônibus que faz o transporte para Mosqueiro diariamente e não concorda com o aumento. “Essa passagem não tinha que aumentar, o serviço é ruim. O meu pai, que já tem uma certa idade, já até caiu do ônibus. Foi empurrado para fora. Esses R$ 0,15 pesam no bolso”. Leia mais no Diário do Pará.
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