O requerimento que pede uma CPI para averiguar denúncias de desvios de recursos na Assembleia Legislativa do Pará, proposta pelo deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), ganhou nesta terça-feira (17), a décima primeira assinatura de quatorze necessárias para a instalação da Comissão de Averiguação. Já assinaram além do autor, oito deputados da bancada do PT e o deputado João Salame (PPS).
O líder do PV, deputado Gabriel Guerreiro resolveu aceitar os apelos da direção regional e nacional do seu partido, apesar de ter declarado o poder limitante da CPI devido ao caráter corporativo que ela pode adquirir, por ser composta pela maioria política estabelecida, apesar de ser um instrumento originalmente da minoria. O parlamentar preferia a contratação de uma auditoria externa para averiguar a situação.
“Ninguém se livra do corporativismo, dos interesses políticos que essa Casa representa pois eles irão aflorar, enquanto, se você quiser saber realmente como anda uma empresa privada ou aqui dentro, você tem que contratar uma auditoria externa”, disse Guerreiro. Para ele, uma investigação feita pelo Ministério Público, pelos delegados, por pessoas treinadas para fazer isso, seria muito mais interessante.
Guerreiro contestou ainda informações veiculadas pela ex-funcionária Mônica Pinto na revista Carta Capital, de que seu ‘gabinete estaria envolvido no esquema criminoso através de um funcionário’, “se é quem estão dizendo essa pessoa já passou pelo meu gabinete e saiu”, explicou.
“Eu não tenho participação nesta história. No meu gabinete se alguém recebeu foi por caminho transverso. A verba de gabinete é gasta integralmente com funcionários. E todos recebem em conta no banco. Eu fiscalizo que não se ultrapasse o limite dos R$ 47.500, destinados. Se alguém recebeu a mais, eu quero saber da senhora Mônica, quem é que recebeu, quem ordenou o pagamento e da onde veio o dinheiro?, porquê do meu gabinete não foi”, respondeu Guerreiro. (Com informações da Alepa)
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