Durante a audiência no prédio da Justiça Federal, no processo que apura fraudes de R$ 4 milhões na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), o empresário Rômulo Maiorana Jr. negou todas as acusações contra ele e atribuiu as responsabilidades ao seu irmão, Ronaldo Maiorana. Junto com os irmãos, respondem ao processo criminal Fernando Araújo do Nascimento e João Pojucan de Moraes Filho.
A audiência, marcada para iniciar às 11h30, começou somente às 13h, já que os advogados do réu Rômulo Maiorana Jr. não queriam permitir a presença de jornalistas do grupo RBA no prédio da Justiça Federal, que é público.
Um acordo entre os jornalistas da RBA e o juiz Antônio Campelo permitiu a entrada de uma repórter da TV RBA. Mas, durante a audiência, Rômulo Jr. chegou a pedir três vezes ao juiz para que a jornalista se retirasse, pois não queria dar depoimento na presença da jornalista. O pedido não foi atendido, já que o processo não corre em segredo de justiça.
Durante o depoimento, o réu atribuiu a responsabilidade para o irmão, Ronaldo Maiorana. Ele também respondeu quase todas as perguntas afirmando que não sabia, que não lembrava, inclusive com relação ao projeto Tropical Indústria de Alimentos, que leva sua assinatura como presidente. O Ministério Publico, representado pelo promotor Igor Figueiredo, pediu até que fosse feita perícia no documento para checar se a assinatura era mesmo de Rômulo.
Ao final, Rômulo afirmou que é a Sudam que deve a Ronaldo, e não o contrário. Na saída, vários funcionários das empresas de Rômulo Maiorana Jr. tumultuaram sua passagem na tentativa de impedir que fotógrafos e cinegrafistas fizessem imagens do empresário.
(DOL)
Assista ao vídeo da chegada de Rômulo Maiorana Jr. ao prédio da Justiça Federal, clicando no ícone abaixo:
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