Para que qualquer programa de computador possa funcionar plenamente, sem dar problemas, e cumprir as suas funções, é necessário que ele esteja bem planejado e arquitetado desde a sua origem. Pensando nisso, o Laboratório de Engenharia de Software (Labes) da Universidade Federal do Pará (UFPA), participante da Rede Paraense de Pesquisa em Tecnologia da Informação e Comunicação, ofereceu o curso de Residência em Arquitetura de Software, o qual ganhou o Prêmio Dorgival Brandão Júnior, do Programa Brasileiro de Qualidade e Processamento de Software(PBQP-Software) do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
O Prêmio veio para coroar um trabalho de dois anos, tempo de duração do curso, que foi desenvolvido paralelamente entre a UFPA, o Centro Universitário do Pará (Cesupa) e a Universidade da Amazônia (Unama).
A UFPA, o Centro Universitário do Pará (Cesupa) e a Universidade da Amazônia (Unama) cederam profissionais e espaço para aulas, já os alunos destas instituições fizeram residência em três empresas: Amazon Corporation, Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação da UFPA (CTIC) e Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará (Prodepa).
Segundo o professor Rodrigo Quites Reis, coordenador do Labes, o Prêmio é o reconhecimento de um trabalho importante do Laboratório, que visa promover a transferência de tecnologia e a troca de experiências entre a Universidade e a indústria local de software. “Nosso grupo acredita, fortemente, que o Pará tem um grande potencial para se tornar um ator importante no panorama nacional do desenvolvimento de software. As principais instituições paraenses oferecem bons cursos de graduação na área, mas temos de investir em mais ações para promover a fixação dos profissionais na região. Hoje, infelizmente, vemos uma verdadeira fuga de cérebros para empresas do centro-sul do País”, critica o professor.
RESULTADOS - O curso gerou frutos como o trabalho do residente Liken Lima, que buscou uma solução para o número excessivo de sistemas corporativos utilizados na UFPA. Com a contribuição do aluno, os sistemas da UFPA passam a funcionar melhor, além da possibilidade de, no futuro, os usuários da instituição utilizarem apenas uma senha para todos os serviços online.
Em relação a uma efetivação do curso, Rodrigo Quites Reis explica que ainda é necessária uma articulação muito grande entre as instituições de ensino e as empresas, envolvendo infraestrutura, comprometimento e financiamento. Nesta primeira edição, o curso foi financiado com o apoio do Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNPq) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Pará (Fapespa). Apesar das dificuldades, o professor conta que a segunda edição já está sendo planejada para o biênio 2011-2012. (Assessoria de Comunicação da UFPA)
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