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Impasse no valor da tarifa continua

Ainda não há definição sobre qual juiz de Belém irá julgar a Ação Civil Pública pedida pela prefeitura de Ananindeua para garantir que o valor da passagem de ônibus - de R$ 1,85 - continue sendo praticado no município. A prefeitura entrou com o pedido na

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Ainda não há definição sobre qual juiz de Belém irá julgar a Ação Civil Pública pedida pela prefeitura de Ananindeua para garantir que o valor da passagem de ônibus - de R$ 1,85 - continue sendo praticado no município. A prefeitura entrou com o pedido na sexta-feira passada na 4ª Vara da Fazenda de Ananindeua, mas a juíza Valdeise Maria Ries, titular da vara, julgou-se incompetente para tal e alegou que envolve interesse de municípios da Região Metropolitana.

Enquanto isso, a população que utiliza os coletivos que trafegam em Belém e Ananindeua não entendem qual valor pagar, já que em alguns ônibus está sendo cobrado o valor de R$ 2 - em Belém até a divisa dos dois municípios - e R$ 1,85 em Ananindeua. Porém foram denunciados casos em que mesmo dentro de Ananindeua algumas empresas estão cobrando R$ 2.

O jornalista Alfredo Garcia é um dos usuários que estão confusos com a dupla tarifa. “Eu moro na Cidade Nova 7 e peguei o Icoaraci – Cidade Nova da Aviação Forte para descer na Cidade Nova 8 e paguei R$ 2. Depois peguei o Guajará – São Brás, na CN 8 para ir a Belém e paguei R$ 1,85. Já para voltar à CN 7, na Presidente Vargas, paguei novamente R$ 2. Não estou entendendo e, assim como eu, acho que grande parte dos usuários está confusa”.

Segundo o diretor de Departamento e Transporte e Trânsito de Ananindeua, Felipe Bastos, a ação quer que todos os ônibus que fazem linha Belém-Ananindeua cobrem a tarifa de R$ 1,85. “Achamos que isso não é justo com os moradores de Ananindeua. Se o morador pega o ônibus na avenida Presidente Vargas para vir para Ananindeua ele deve pagar R$ 1,85 e não R$ 2. A tarifa tem que ser única”.

A presidente da Companhia de Transporte de Belém (CTBel), Hellen Margareth, não discorda da opinião da prefeitura de Ananindeua. “A tarifa é deles. Ananindeua está correta, assim como Belém também. Cada município tem o seu departamento de trânsito. O que deve ser levado em conta são as esferas. Na verdade a Região Metropolitana deveria ser regida pelo governo do Estado. Já existe até lei, mas não foi criado um Conselho Estadual de Transporte, como tem o municipal”. Porém a única discordância da presidente é em relação à cobrança de R$ 1,85 em Belém. (Diário do Pará)

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