No último dia 19 de abril, o ex-atacante do Paysandu e ex-deputado estadual Robson Lima Nascimento, o Robgol, passou a ser um dos principais envolvidos naquele que pode ser o maior escândalo político da história recente do Estado do Pará.
Investigadores da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual apreenderam na casa do ex-deputado cerca de R$ 500 mil em espécie e R$ 40 mil em tickets alimentação da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em uma das ações que investigavam o esquema de fraudes do órgão.
O ex-deputado ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto, mas seu depoimento é um dos mais aguardados pelos investigadores do caso. O depoimento está marcado para a próxima semana, no dia 25 de maio, no Ministério Público, mas os advogados de Robgol já deram entrada no pedido de habeas corpus, tentando evitar uma possível prisão.
O ESQUEMA
As investigações do MPE começaram no final de fevereiro, e já resultaram na prisão de quatro ex-funcionários da Alepa, mas a principal personagem do caso até agora é a ex-diretora da Divisão de Pessoal da Alepa, Mônica Pinto. Alvo de investigação do MPE, Mônica solicitou o benefício da delação premiada, e nos 29 e 30 de março depôs ao MPE entregando vários nomes e documentos que comprovaram o esquema de fraudes.
Robgol estava entre os principais nomes citados nos depoimentos de Mônica e também passou a ser um alvo do MPE. Mônica também citou Domingos Juvenil, ex-deputado e ex-presidente da Alepa, que seria um dos cabeças do esquema durante a sua gestão. As fraudes teriam começado ainda na gestão de Mário Couto, presidente da Alepa antes de Juvenil, que também teve o apartamento ivestigado, mas nada foi encontrado, já que ele não reside mais em Belém.
As investigações no prédio da Alepa levaram à prisão de quatro funcionários no dia 19 de Abril, além da apreensão de computadores e documentos do órgão. Ficaram constatadas a prática de quatro tipos de fraudes: inclusão de vantagens indevidas nos contracheques, sonegação de imposto de renda e contribuição previdenciária, contratação de funcionários fantasmas e utilização de “laranjas” na folha de pagamento.
De acordo com as investigações do MPE, pelo menos 14 pessoas foram contratadas sem saber que eram funcionárias da Alepa. Seus nomes e documentos eram usados pelos fraudadores sem o seu consentimento. (DOL)
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