Na tarde da última quinta-feira (19), um debate sobre a tarifa de ônibus reuniu o Ministério Público Estadual (MPE), Departamento Municipal de Transporte e Trânsito de Ananindeua (Demutran), Companhia de Transportes do Município de Belém (CTBel) e Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel).
A promotora de justiça, Helena Muniz, explicou que a reunião teve o intuito de ouvir as partes e, então, tentar entrar em acordo para que o impasse no valor tarifa seja resolvido. “A população não pode sofrer com a falta de entendimento do poder público. A situação causa insegurança e precisa de uma solução”, afirmou.
O Diretor do Departamento de Transporte e Trânsito de Ananindeua, Filippe Bastos, esclareceu que o valor da nova tarifa deve ser cobrado nos ônibus que circulam somente na capital. Ele ressaltou, ainda, que o novo valor da passagem, assim como os argumentos que levaram ao aumento de R$2,00 deveriam ter sido debatidos e formalizados junto a gestão de Ananindeua.
“Não podemos aprovar um valor que não conhecemos os meios e métodos que levaram sua aprovação”, afirmou Filippe. Segundo a superintendente da Ctbel, Ellen Margareth, a cobrança de valores diferenciados em cada cidade é válida, pois aprovação tarifária para o transporte coletivo é de responsabilidade de cada município.
“A nova tarifa foi discutida e aprovada pelo conselho municipal de Belém. Então, não precisamos da aprovação de Ananindeua para homologar o valor que deve ser cobrado em Belém. O problema da região metropolitana precisa ser gerenciado pelo Estado”, declarou.
Ao final da reunião, que durou cerca de duas, não houve nenhum acordo. O Diretor do Demutran assegurou que irá analisar a planilha enviada pela Ctbel e vai se posicionar sobre o assunto.
Retrospectiva
Há uma semana, a nova tarifa de R$ 2.00 foi homologada pela Prefeitura de Belém. Contudo, o valor da passagem não foi aceito por Ananindeua que não participou de nenhuma discussão sobre aplicação à região metropolitana. No dia 13, a Prefeitura do município ajuizou Ação Civil Pública tentando impedir a cobrança para as linhas metropolitanas. Em Ananindeua, o valor da passagem permanece R$ 1.85.
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