No início da tarde de hoje (20), o delegado Rogério Morais Luz, que preside o inquérito criminal do caso Real Class, realizou uma coletiva de imprensa para informar a conclusão do inquérito sobre a queda do edifício. Os três responsáveis pela obra, Raimundo Lobato da Silva, engenheiro calculista; Carlos Paes, proprietário da Real Engenharia, e Carlos Júnior, seu filho e engenheiro residente da obra foram indiciados criminalmente por homicídio culposo.
A conclusão do inquérito apontou culpa por imperícia, já que os acusados possuem formação acadêmica e mesmo assim apresentaram modelo matemático errôneo; eles também não observaram o que poderia ter sido corrigido. Ao longo da construção, outros erros foram cometidos.
“Trabalhamos no caso desde o dia 29 de janeiro, logo após a queda do edifócio, até agora. São mais de 1500 folhas de procedimentos policiais. Agora, o inquérito vai para a justiça, que encaminhará ao Ministério Público”, afirmou o delegado Rogério Moraes. O MP pode arquivar o caso, pode pedir mais provas ou ainda fazer denúncia para que eles sejam processados.
O edifício Real Class desabou no dia 29 de janeiro de 2011. Dois operários da obra e uma senhora que morava em uma casa ao lado do prédio morreram na tragédia.
(DOL)
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