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Procissão deve atrair 12 mil seguidores

Amanhã, uma multidão de fiéis deve seguir pelas ruas da capital paraense em cortejo a Santa Rita de Cássia. A procissão sairá às 8h da Igreja São José de Queluz, na rua Cipriano Santos. De acordo com o pároco da Igreja, frei Juan Antônio, cerca de 12 mil

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Amanhã, uma multidão de fiéis deve seguir pelas ruas da capital paraense em cortejo a Santa Rita de Cássia. A procissão sairá às 8h da Igreja São José de Queluz, na rua Cipriano Santos. De acordo com o pároco da Igreja, frei Juan Antônio, cerca de 12 mil pessoas são esperadas para o evento que acontece há mais de 50 anos.

Ainda segundo ele, esse ano o cortejo terá um percurso diferente em virtude de dois motivos especiais para os católicos. “Essa procissão terá um sentido peculiar, pois, depois de anos de tradição, iremos fazer um novo trajeto que seguirá pela avenida João Paulo II. Essa é uma homenagem ao Papa João Paulo II, que foi beatificado neste mês de maio, e também aos 30 anos de sua vinda a Belém, onde realizou uma missa na avenida que hoje leva o seu nome”, destaca. Santa Rita nasceu em Cascia, na Itália, no dia 22 de maio de 1457, e foi uma monja agostiniana beatificada em 1627, canonizada em 1900.

As procissões de devoção a ela são conhecidas pela multidão, que ao longo do trajeto a contempla com rosas vermelhas nas mãos. “As rosas simbolizam fidelidade, humildade e obediência. Três virtudes que embelezam a alma de uma pessoa diante de Deus”, conta o frei. Ele acrescenta que “um dos milagres de Santa Rita foi o milagre do amor. Ao morrer, ela pediu rosas e elas não existiam no inverno europeu. Mas, quando chegaram ao quintal, encontraram rosas vermelhas”.

Ainda segundo Juan, a Santa serviu a Deus em três vocações: casada, viúva e religiosa. Uma das histórias mais conhecidas conta que, ao tentar entrar no convento, o seu pedido foi recusado por ela ser viúva. “Ela rezou para os santos da sua devoção, Santo Agostino, São Nicolau Tolentino e São João Batista e no dia seguinte apareceu no meio do pátio do convento, que estava de portas fechadas. Ela convenceu as freiras de que aquilo era uma vontade de Deus”, narra Juan. Antes do início da procissão, haverá uma missa às 7h na igreja de Queluz que será celebrada pelo arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira. (Diário do Pará)

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