Sugerir mudanças e novas práticas na maneira como a mídia aborda o racismo no Brasil e, principalmente, avaliar como esse problema afeta a vida da grande maioria das crianças do país: esse é o objetivo de uma série de programações que a Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) vêm realizando por cidades do país. Em Belém, a oficina “Mídia, Infância e Desigualdade Racial” aportou no último dia 17 de maio, reunindo jornalistas e membros de entidades representativas e órgãos públicos.
O esforço é crucial: hoje as 31 milhões de crianças negras e outras mais de 150 mil indígenas que vivem no país são as mais vulneráveis frente às desigualdades de acesso a serviços básicos. Os exemplos vêm de dados do próprio IBGE: os mais de 60% da população de 7 a 14 anos que não frequenta a escola no Brasil são negros. Já o índice de mortalidade infantil entre os indígenas é duas vezes maior do que a taxa nacional.
Socióloga e gestora das áreas de Programas de Proteção à Infância e de Raça e Etnia do Unicef no Brasil, Helena Oliveira Silva, é uma das coordenadoras das atividades que discutem o tema pelo Brasil. Ela cedeu entrevista aos jornalistas Ismael Machado e Lázaro Magalhães. Leia a entrevista no Diário do Pará.
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