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Sesan quer atuar com cooperativas de catadores

A Comissão Permanente de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Belém (CMB) realizou ontem uma audiência pública para que o poder público (representado pelas secretarias municipais de Saneamento, Urbanismo e Meio Ambiente), o empresariado e as co

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A Comissão Permanente de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Belém (CMB) realizou ontem uma audiência pública para que o poder público (representado pelas secretarias municipais de Saneamento, Urbanismo e Meio Ambiente), o empresariado e as cooperativas de catadores de lixo discutissem os problemas e elencassem soluções para tratar da questão do lixo em Belém.

A audiência foi comandada pelo presidente da CMB, Raimundo Castro (PTB). Titular da Sesan, Donatila do Pilar Costa informou que a Prefeitura de Belém está traçando um plano de melhorias para o município, englobando um amplo projeto para tratar dos resíduos sólidos. Engenheiro sanitarista e servidor da Sesan, Eduírbe Araújo apontou algumas soluções que pretende implementar no projeto.

“Devemos trazer as cooperativas para somar num sistema de coleta ‘solidária’, que seria feita de porta em porta, deixando cada cooperativa responsável por uma área da cidade, sendo que todas, ao final, responderiam a uma cooperativa gestora, coordenada pela prefeitura”.

CONSÓRCIO

“Assim como um consórcio de lixo pode dar muito certo aqui na cidade. Montei um no Marajó em 2007 e afirmo que não precisaríamos englobar toda a região metropolitana no negócio”. Quanto ao lixão do Aurá, o engenheiro ratificou a ideia de que a área ainda pode ser explorada, com parcerias entre o poder público e a iniciativa privada, já que nenhum estudo técnico comprovou o esgotamento do aterro.

“Ele ainda tem estabilidade nas estruturas e uma boa cobertura da massa. Dentro das técnicas corretas é possível tratar o chorume por meio da recirculação, conservar os mananciais e reprojetar o aterro”.

Ana Lúcia Augusto, da promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Estado, discordou dele informando que em 2010 o MPE fez vistorias técnicas no Aurá e detectou vários problemas.

Ao final da sessão, o presidente da CMB pontuou que irá reunir os projetos ambientais em tramitação na casa e decidir por aqueles que podem apontar soluções mais eficazes e colocar em votação. “Tenho um projeto de lei que prevê a destinação de 30% das verbas publicitárias da Prefeitura de Belém para propaganda institucional sobre educação ambiental. Creio que já é um começo”, disse o vereador Augusto Pantoja.
(Diário do Pará)

QUANTO É PRODUZIDO POR DIA

Lixo

Belém - 1.000 toneladas;

Ananindeua - 300 toneladas;

Marituba - 50 toneladas por dia.

Entulho

Belém - 300 toneladas;

Ananindeua - 220 toneladas;

Marituba - 45 toneladas;

Benevides - 20;

Santa Bárbara - 15.

(Fonte: Sesan)

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