Com madeira de desmatamento apreendida pelo Ibama, o projeto Sanitário Ecológico Seco foi inaugurado nesta quarta-feira (25) nas ilhas Longa, Urubuoca e Jutuba, a cerca de 30 km de Belém, no Pará. Desenvolvida pela Caritas Arquidiocesana de Belém, com apoio do instituto e do Banco da Amazônia, a iniciativa beneficia cerca de 800 pessoas de comunidades tradicionais que, apesar da proximidade da capital, vivem da coleta de açaí e da pesca, e sem sistemas de saneamento básico.
Com tecnologia de baixo custo, mas benéfica ao meio-ambiente, o projeto instalou 162 unidades de sanitários secos nas escolas e casas ribeirinhas, o que elevou imediatamente as condições de higiene nas três ilhas contempladas. Historicamente, os moradores das comunidades adotavam o sistema de fossas para lidar com os dejetos, o que era inadequado a uma área à beira rio. Na maré alta, as fossas inundavam, contaminando a terra e a água disponível para o consumo.
O sistema do Sanitário Ecológico Seco não utiliza água e não permite o contato dos dejetos com o solo. Eles são recolhidos em caixas, onde se misturam a serragem e cal, transformando-se, ao final do processo, em adubo orgânico.
Toda a madeira usada no projeto foi doada a Caritas Arquidiocesana de Belém depois de ser apreendida pelo Ibama na operação Quintal no início de 2011. Segundo o presidente da Caritas, diácono Alexandre Martins, a doação foi fundamental para viabilizar o projeto, já que a madeira representaria 40% do custo da obra, caso precisasse ser comprada no mercado. (Ibama)
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