Em decorrência do episódio de violência que aconteceu no último dia 18 de maio envolvendo alunos de escolas públicas estaduais, o Ministério Público Estadual (MPE) solicitou, durante reunião na manhã de ontem, um relatório sobre as dificuldades vivenciadas por diretores de 13 escolas do Estado para coibir agressões nessas instituições.
“Nossa atitude é preventiva. O MPE está pensando em discutir uma política de ação interna para analisar essa questão da violência”, disse a assessora pedagógica do MPE, Betânia Vinagre.
Segundo ela, a partir dos relatórios apresentados pelas escolas, o MPE definirá a melhor maneira de agir em situações de violência nas escolas. “Precisam ser estabelecidas orientações para esses diretores sobre a questão da indisciplina. É preciso que haja uma padronização para que o diretor saiba como agir nesses casos”.
Durante a reunião de ontem, foram discutidas questões como a má qualidade da estrutura física das escolas, a falta de estrutura organizacional, assim como a ausência de carteirinhas entre os alunos e a dificuldade que os diretores têm de conversar com as famílias. “Ficou estabelecido que os diretores vão chamar as famílias dos alunos envolvidos nesse caso para conversar”.
Participaram da reunião, além de representantes do MPE e das escolas públicas – a maioria localizada ao longo da avenida Almirante Barroso -, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e representantes do Comando Independente de Policiamento Ostensivo nas Escolas (Cipoe) da Polícia Militar. A Seduc não quis se pronunciar. (Diário do Pará)
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