Há cerca de um ano, o aposentado Geraldo Cordeiro, 68 anos, decidiu largar o vício do cigarro, atitude necessária por conta de um problema de saúde. “Tinha um tumor na bexiga e precisei parar de fumar. Hoje tenho só a lembrança de um passado negro que graças a Deus consegui esquecer”, conta.
Geraldo passou cerca de 50 anos tendo o cigarro como companhia, até que resolveu procurar ajuda em uma Unidade de Referência Especializada (URE), da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). “Essa ajuda foi muito importante no momento em que decidi parar de fumar. Eram três carteiras de cigarro por dia, então foi difícil. Esse maldito vício me deixou de herança um enfisema pulmonar. É o preço que eu estou pagando”. Na URE da avenida Presidente Vargas, 3.215 pessoas foram atendidas em seis anos.
Ontem, o aposentado participou de uma das atividades realizadas pela Sespa, alusivas ao Dia Mundial Sem Tabaco, comemorado hoje. “Estamos fazendo advertências sobre os riscos do cigarro com apresentação de slides e a participação de ex-fumantes”, afirmou Fátima Houat, coordenadora do Centro de Tratamento do Fumante.
TABAGISMO
Segundo Raquel dos Anjos, coordenadora estadual de controle do tabagismo, 17,2% da população do Estado é composta por fumantes a partir dos 15 anos de idade. “Esse é um dado preocupante até certo ponto porque o índice já esteve pior. A população de fumantes está caindo no Brasil”.
A maioria dos fumantes é do sexo masculino e a maior faixa de iniciação é de jovens acima de 20 anos. “A população do interior ainda é a que fuma mais, muitas vezes por falta de informação, de instrução e também por questões culturais”, explica.
Hoje, uma ação será realizada na Praça Dom Pedro, em comemoração ao Dia Sem Tabaco. A população terá acesso a serviços como a medição de fluxo respiratório e teste de monóxido de carbono. (Diário do Pará)
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