Mônica Pinto, Sêmel Charone e Daura Hage, investigadas no esquema de fraudes na Assembleia Legislativa (AL), serão indiciadas pelo Ministério Público (MP) por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, falsidade ideológica e peculato. A informação é do promotor criminal Arnaldo Azevedo, que investiga o esquema de fraude na folha de pagamento da AL.
Além dele, outro grupo de promotores, liderado por Nelson Medrado, apura fraudes em contratos de licitações na AL. Pelos crimes na folha de pagamento as três envolvidas poderão pegar até 12 anos de prisão, se forem condenadas pela Justiça. Outros crimes também poderão ser atribuídos a elas na primeira denúncia que o MP fará, após três meses de trabalho.
As investigações na folha de pagamento da AL serão concluídas até o dia 10 de junho e, em seguida, a denúncia será apresentada à Justiça. Além das três envolvidas, outras pessoas investigadas poderão ser denunciadas pelo MP, de acordo com o promotor.
Mônica e Sêmel trabalharam na AL, mas não são efetivas. Daura é do quadro permanente da casa e é investigada por sua atuação na Comissão de Licitação, onde exerceu função de membro na gestão Mário Couto (PSDB) entre 2005 e 2006, quando comandou, segundo as investigações, um poderoso esquema de fraudes na concorrência pública para contratação de empresas de seus familiares.
Cinco delas de sociedade do ex-marido, José Carlos Rodrigues, e de seus sobrinhos, cunhado e irmã. Mas essa denúncia será viabilizada pela Promotoria de improbidade administrativa. Caberá ao promotor criminal enquadrar Daura por inclusão de parentes, como filhas, cunhada e outros familiares na folha de pagamento da AL; envolvimento com contratação de laranjas e de servidores fantasmas.
Sêmel foi chefe de gabinete em parte da gestão de Domingos Juvenil (PMDB) 2009/2010 e também é investigada por ligação com Daura e Mônica em todos os crimes de que o grupo é acusado. Esta última, responsável por delatar as demais, após ter sido denunciada por fraudar seu próprio contracheque com super-salário para obter empréstimo em instituições financeiras privadas, adulterando de R$ 7 mil para quase R$ 40 mil sua remuneração salarial. Mônica foi chefe do setor de pagamento da AL durante as gestões Mário Couto e Domingos Juvenil. Leia mais no Diário do Pará.
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