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Médicos prometem parar novamente

Os médicos neonatologistas, pediatras e obstetras da Santa Casa, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e Hospital Abelardo Santos, do Governo do Estado, mantiveram a decisão - em assembleia do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), realizada ontem à noite

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Os médicos neonatologistas, pediatras e obstetras da Santa Casa, Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e Hospital Abelardo Santos, do Governo do Estado, mantiveram a decisão - em assembleia do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), realizada ontem à noite - de suspender os plantões extras, a partir de amanhã.

Segundo João Gouveia, se o governo não apresentar uma proposta para a categoria até hoje, os plantões extras serão suspensos, o que pode acarretar um verdadeiro caos na Santa Casa, onde esses plantões garantem cerca de 80% do funcionamento dos setores de neonatologia, pediatria e obstetrícia.

Os médicos decidiram ainda que só aceitam propostas que forem feitas por escrito ao Sindmepa, que é o representante legal da categoria, que a proposta seja um compromisso do governo e que contemple todas as instituições envolvidas. Segundo o diretor do sindicato, João Gouveia, a presidente da Santa Casa, Maria do Carmo Lobato, teria feito propostas “isoladas que não atendem a todos os envolvidos no processo, o que é contra a ética médica”.

Os neonatologistas, obstetras e pediatras dos três hospitais realizaram uma paralisação de 24 horas, no último dia 18, quando receberam uma proposta do Governo do Estado, mas ela foi rejeitada porque contemplava somente outra exigência deles, que é a equiparação da remuneração dos plantões extras da Santa Casa e do Hospital de Clínicas (hoje em torno de R$ 600) com o do Hospital Abelardo Santos que paga R$ 1 mil por plantões extras.

Os médicos lutam por equiparação salarial para corrigir distorções como, por exemplo, o caso dos neonatologistas que, para cumprir plantões de 80 horas de trabalho semanais, recebem R$ 2.300 na Santa Casa, R$ 4.600 no Hospital de Clínicas, e R$ 6.800 no Abelardo Santos. Por isso, a categoria luta pelo Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do Estado do Pará, um dos únicos da região Norte (junto com Roraima) que não possuem o PCCR. (Diário do Pará)

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