Ildefran Araújo, pai do recém-nascido que teria voltado a viver depois de estar no necrotério do Hospital Regional da Transamazônica, no último domingo, em Altamira, fez denúncia sobre o caso na Procuradoria da República daquele município, que deverá abrir investigação assim que o procurador Bruno Gueskow retornar à cidade. O corpo da criança foi enterrado ontem de manhã, sob forte comoção de familiares e amigos.
O caso aconteceu na noite de domingo passado, por volta das 19 horas, quando o Hospital Regional da Transamazônica emitiu um atestado de óbito do bebê de apenas seis dias de vida. No documento, constava morte por hemorragia pulmonar, em decorrência da prematuridade. A criança chegou a ser colocada em uma câmara fria do HRT aguardando ser preparada para o velório. Quando o corpo do bebê foi retirado pelos familiares e levado aos preparativos do enterro, a surpresa: o bebê se mexia.
A mãe da criança, a dona de casa Marcieli Silva de Albuquerque, ficou indignada com a situação, que considerou como irresponsabilidade. Mas apesar de ter voltado ao hospital e recebido atendimento, a criança foi dada como morta logo em seguida.
Segundo o diretor geral do hospital, Rogério Van Kunz, não houve erro no atestado de óbito, constatado às 14h40 do dia 29. O que teria acontecido seriam espasmos, um reflexo às medicações de reanimação administradas ao bebê, como adrenalina e dopamina. (Diário do Pará)
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